Como Criar uma Campanha Matadora de Google Ads para Captação de Pedidos de Gás
A estrutura de campanha importa tanto quanto o orçamento. Este é o esqueleto prático que usamos em contas reais de revenda de gás — o que colocar, como nomear e onde o dinheiro realmente performa.
A base: Pesquisa + Performance Max, uma complementando a outra
A estrutura mais eficiente pra captação de pedidos de gás não usa um único tipo de campanha — usa duas, cada uma cobrindo uma parte diferente da demanda:
- Campanha de Pesquisa — aparece quando alguém digita ativamente um termo relacionado a gás no Google. É intenção explícita, o cliente já está procurando.
- Campanha Performance Max — usa lance automático (geralmente "Maximizar conversões" ou CPA desejado) e distribui o anúncio por todo o inventário do Google: Pesquisa, Display, YouTube, Discover, Gmail e Mapas.
Na prática, elas não competem — se complementam. É comum o Performance Max operar com um custo por clique bem mais baixo do que a campanha de Pesquisa, porque parte da distribuição vem de formatos e posições menos disputados. Isso não significa que a Pesquisa seja dispensável — o clique de Pesquisa costuma ter intenção mais forte —, mas o Max amplia o alcance pra além do que a rede de pesquisa consegue sozinha, capturando volume que ficaria de fora se a conta rodasse só um tipo de campanha.
Nomeação de campanha: um padrão que facilita a gestão
Parece detalhe, mas em contas com várias campanhas ativas ao mesmo tempo, um padrão de nome consistente economiza tempo real na hora de analisar relatório. Um formato que funciona bem: [TIPO] | [ESTRATÉGIA DE LANCE] | [SEGMENTAÇÃO] | [OBJETIVO] — por exemplo, PESQUISA | CPC | AUTO | Vendas ou MAX | CONV | AUTO | Captação. Só de olhar o nome já dá pra saber o tipo de campanha, como o lance é definido e qual o objetivo, sem precisar abrir cada uma.
Palavra-chave: menos é mais no começo
Esse é o ponto que mais gera confusão. A tentação é criar uma lista longa de termos exatos — "gás de cozinha", "botijão de gás", "gás [nome da cidade]", "água mineral" — pra tentar cobrir todo mundo. Na prática, com orçamento diário modesto (comum pra uma revenda começando), isso costuma dar errado: cada termo exato precisa competir individualmente pelo leilão, e vários acabam travados "abaixo do lance de primeira página" — ou seja, nunca saem do zero, nunca geram um clique sequer, enquanto o orçamento fica dividido entre eles.
Em campanhas reais que acompanhamos, um único termo amplo bem configurado — algo como gás em correspondência ampla, com as negativações certas — sozinho já é responsável pela grande maioria dos cliques e das conversões da campanha inteira. Termos exatos de cauda longa entram depois, quando o orçamento cresce o suficiente pra sustentar mais de uma frente competindo ao mesmo tempo.
A recomendação prática: comece com um termo amplo central + palavras-chave negativas bem construídas (pra filtrar busca de emprego, produto errado, etc.), deixe rodar, e só depois expanda pra correspondência exata em termos mais específicos conforme o orçamento permitir.
Configuração já pronta, sem tentativa e erro
Todos os planos da GLP Pro incluem a configuração inicial da conta Google Ads — estrutura de campanha, palavras-chave e conversões já organizadas do jeito que funciona.
Ver os planosGrupos de anúncios: geral primeiro, cidade específica depois
Dentro da campanha de Pesquisa, vale separar um grupo de anúncios "geral" (os termos amplos que sustentam a maior parte do volume) de um grupo "cidade específica" (termos que incluem o nome da sua cidade ou bairro). O grupo de cidade específica só vale a pena ativar de fato quando já existe orçamento pra competir nele — caso contrário, ele fica com o mesmo problema dos termos exatos: parado, sem gerar clique, só ocupando espaço na estrutura.
Performance Max: dê sinais de público e variedade de criativo
Diferente da Pesquisa, o Performance Max não roda com uma lista de palavras-chave — ele aprende a partir de "grupos de recursos": títulos, descrições, imagens (quando disponíveis) e sinais de público que você fornece (interesses relacionados, dados de clientes, se houver). Quanto mais variedade de título e descrição, mais combinações o sistema tem pra testar e mais rápido ele encontra o que converte melhor. Uma conta com só 1 ou 2 títulos genéricos limita o próprio algoritmo.
O que acompanhar: custo por conversão, não CPC isolado
Um erro comum é comparar campanhas só pelo custo por clique. O Performance Max quase sempre aparenta ser "mais barato" nesse critério isolado — mas o que decide se uma campanha está funcionando é o custo por conversão (quanto custou, no fim, cada pedido gerado), não o clique isolado. Veja mais sobre como pensar nesse número em quanto custa marketing digital para revenda de gás e em o que é o GLP Intelligence, o painel que conecta esse número ao pedido real fechado.
Resumo da estrutura
- 1 campanha de Pesquisa + 1 Performance Max, orçamento dividido entre elas pra começar.
- Nomenclatura padronizada — dá pra entender a campanha só pelo nome.
- Comece com termo amplo + negativas bem construídas, não com uma lista longa de termos exatos.
- Ative segmentação por cidade específica só quando o orçamento sustentar.
- No Performance Max, forneça variedade de criativo e sinais de público.
- Meça por custo por conversão, não por CPC isolado.
Pesquisa ou Performance Max: qual usar primeiro?
Pesquisa primeiro, porque é mais fácil de controlar e entender o que está funcionando. Performance Max entra depois, como complemento, quando já existe histórico de conversão pra alimentar o algoritmo.
Preciso de quanto orçamento pra montar essa estrutura de campanha?
A estrutura funciona com orçamentos pequenos também — o que muda é o volume de cliques por dia. O importante é a campanha estar configurada corretamente, não o tamanho do orçamento.